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Um café

Eu sei que estava perto demais, eu sei.
Tantas coisas acontecendo, tantas responsabilidades, tão pouco tempo.
Tudo e nada.
É, não sei o que dizer, minha lista de desculpas chegou ao fim. Mas, estou aqui, estou ai, estamos distantes.
Cada um no seu canto, chorando pétalas que caíram e cores que se misturaram.
E caímos nesse caminho cheio de buracos. Tentamos nos erguer com coragem, mas quebramos partes importantes de nós, na qual, não sabemos como colar.
Se tudo fosse fácil, se tudo fosse simples, se não confundíssemos as palavras escritas, leríamos o que ambos sentiam, sentiríamos o que o outro escreveu.
Assim, as noites não passariam de forma mais lenta e os dias mais rápidos.
Está cada vez mais impossível ignorar o que vivemos.
Está cada vez mais difícil dizer que não sentimos.
Gostaria de ter te abraçado quando me pediu um abraço.
Gostaria de ter dançado quando me pediu um dança.
Gostaria de ter deixado todos verem você segurar minha mão.
O relógio não parou e o tempo não perdoou a falta de coragem que tive.
Mas para minha sorte, ele continua girando e o ponteiro não para no lugar.
Que loucura é poder mudar essa situação e para ser sincera, nem sei se isso irá acontecer, mas quero saber se você gostaria de ser meu tudo e nada, enquanto tomamos um café numa tarde qualquer.

Espero que tenham gostado,
Graziele Cipriano.

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Deixa eu te escrever?

Deixa eu te escrever?

Eu sei que passamos por momentos complicados.
Eu sei que tudo mudou, mas, pensar em você, pensar em tudo (…)

Sabe aquele “pós-barbeiro” de 1 semana, que ninguém notava?
Eu adorava reclamar que seu cabelo estava crescendo, só pra ouvir você dizer que acabou de cortar.
Sabe todas as vezes que íamos a um restaurante?
Era lindo te ver acertar tudo o que eu queria comer.
É tão bobo dizer isso, mas eu sempre deixei você pensar que não sabia atravessar a rua só para poder ter sua mão esquerda segurando a minha direita.
E todas as vezes que me ligava, escutar sua voz era a partida que meu dia precisava para finalmente começar.
Lembra das vezes que fizemos planos e não concluímos?
Era tão gostoso fazer planos com você!
Mas, nada se compara a sensação que era ter seus olhos fixados aos meus… nossa, como sinto falta de tudo relacionada a nós.
Olhar o alaranjado pôr do sol passou a não fazer mais sentido.
Seu sorriso e seu abraço se tornaram saudade.
Minha saudade preferida, minha saudade mais doída.

Ainda me pergunto como tive coragem de fugir.

É, eu sei que não posso mudar o que aconteceu, mas sabe quando você dizia querer viver nosso “para sempre”?
Era tão mágico ouvir que acreditei não ser o melhor futuro que poderia te dar.
Tive tanto medo em ser presente, que me tornei passado.
É, dói.
Dói saber que acabou antes mesmo de começar.
Contudo, só peço algo: Perdoa meu desjeito porque sinto muita falta do teu jeito.

Curtam a página Blog Maçã Verde :)

Espero que tenham gostado!
Graziele Cipriano.

lua

Somos maiores que a Lua.

Oi, tudo bom?
Eu costumo trazer textos de minha autoria para o blog, mas dessa vez quis fazer diferente e, junto a um amigo, compartilho esse sentimento com vocês. Espero que gostem!

Em uma noite qualquer de um domingo qualquer, meus pensamentos e sentimentos entravam em conflito. Eu olhava para a lua, mas ela não me via. Eu queria voltar no tempo, mas o tempo, esse não parava de passar.

Então, resolvi deitar em um canto da sala, e saborear minha solidão. Afinal, se nem a lua me vê, só me resta ficar aqui. Sozinho.
Em meus pensamentos lembrava de uma época em que apenas sorria, sem ser feliz. Começo então a pensar se é melhor uma falsa alegria ou uma tristeza real.

É, gostaria de entender onde foi que perdi minha essência. Essa que todos contam que eu tinha; essa que fazia o humor de qualquer um entrar em um delírio infinito de autoconfiança. Foi quando, em um breve instante, lembrei-me de como eu apreciava a simplicidade do momento.

Creio que, ao me importar demais com as pessoas, me transformei nelas. Me preocupava tanto em ajudar, que não me vi afundando. Agora, que eu preciso de ajuda, vejo todos felizes e rindo ao meu redor, porém estão ocupados demais para mudar minha vida.
Comecei a pensar em como posso me tornar alguém auto suficiente.
Preciso aprender a viver por mim, e não por outro alguém.

E já fazem 3 meses que venho pensando em deixar o mundo cair, deixando o solo abaixo dos meus pés racharem, para que eu caia junto. Mas, sempre vai existir um “mas”; O “mas” do medo de sumir.
Não aguento a dor que é ter uma parte faltando.
Faz falta a metade que me completa, aquilo que as circunstâncias me roubaram e o coração fez questão em desertar de mim.

Faltou pouco para eu me despedaçar por completo e meus sonhos se apagarem por vez, mas, talvez, escrevendo, meu mundo pareça ser melhor.
E mais fácil que achava, fui me encontrando e colando os pedaços que perdi nessa longa jornada.
Acabei por descobrir, que sozinho eu não estava.
E junto as palavras, descobri que sim, sou pequeno, porém, maior que a lua.

Escrito por:
Graziele Cipriano
Júlio César Alves

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